Resposta curta
Preço não é o que separa uma proposta boa de uma ruim. O que separa é o que está escrito: quem é o dono do domínio e da hospedagem, o que acontece depois da entrega, quantas rodadas de ajuste estão inclusas e quem responde quando o site sai do ar. Sete perguntas resolvem isso antes de você assinar qualquer coisa.
Você pede três orçamentos de site. Um vem por dois mil, outro por sete, outro por vinte. Todos dizem a mesma coisa: site responsivo, otimizado para o Google, com painel administrativo.
A diferença raramente está no que a proposta promete. Está no que ela não menciona, e é aí que mora a diferença entre um site que resolve e um que vira dor de cabeça em seis meses.
As sete perguntas que revelam tudo
1. O domínio e a hospedagem ficam em nome de quem?
É a pergunta mais importante da lista e a que menos gente faz. Se o domínio for registrado no nome do fornecedor, você não é dona do endereço do seu próprio negócio. Trocar de fornecedor vira negociação, e já vimos caso de empresa perdendo o domínio construído por anos.
A resposta correta é simples: domínio e hospedagem no seu nome, no seu email, com você tendo o acesso. Quem administra pode ser o fornecedor, mas a titularidade é sua.
2. O que exatamente está incluso no valor?
Peça a lista por escrito: quantas páginas, quantas rodadas de ajuste, se texto e imagem entram ou se você precisa entregar, se o formulário de contato e o WhatsApp já vêm configurados, e se o perfil do Google é ligado ao site.
Proposta que diz apenas "site institucional completo" é proposta que vai gerar discussão depois sobre o que era completo.
3. O que acontece depois que o site entra no ar?
Site não é obra que acaba. Ele precisa de hospedagem paga, certificado de segurança renovado, backup, atualização de plataforma e correção quando algo quebra.
Pergunte se existe manutenção mensal, o que ela cobre e quanto custa. Quem responde que não precisa de nada depois está omitindo um custo que vai aparecer de qualquer jeito.
4. Em quanto tempo você responde quando o site sai do ar?
Site fora do ar em dia de campanha é prejuízo direto. Peça um prazo de resposta declarado, mesmo que informal. Fornecedor que não sabe dizer costuma ser fornecedor que atende quando dá.
5. Posso ver três sites que você fez, no ar agora?
Não peça portfólio em imagem, peça o endereço. Abra no celular, veja se carrega rápido, se dá para achar o contato em dois toques e se o texto faz sentido para quem não conhece o negócio.
Se todos os exemplos forem de setores muito diferentes do seu, tudo bem. O que importa é se resolvem o problema de fazer alguém entrar em contato.
6. Eu vou conseguir mexer sozinha depois?
Trocar um horário, um preço ou uma foto não deveria exigir chamado. Pergunte o que você consegue alterar sozinha e peça uma demonstração de dois minutos antes de fechar.
Cuidado com o extremo oposto: site montado em construtor onde tudo é editável costuma ser site fácil de quebrar sem querer.
7. Como o site vai aparecer na busca da minha cidade?
Aqui a resposta separa quem entende de quem repete jargão. Resposta boa fala de coisas concretas: título e descrição de cada página com o serviço e a cidade, dados de negócio local declarados, perfil do Google ligado ao site, e conteúdo publicado com constância.
Resposta ruim é a que promete primeira página com data marcada. Ninguém controla isso, e quem promete está vendendo o que não pode entregar.
O que precisa estar por escrito no orçamento
| Item | Por que importa |
|---|---|
| Escopo em lista | Evita a discussão de "eu achei que estava incluso" |
| Prazo por etapa | Desenho, aprovação e construção têm prazos diferentes |
| Rodadas de ajuste | Sem número definido, vira negociação em cada mudança |
| Titularidade | Domínio e hospedagem no seu nome, declarado |
| Manutenção | O que cobre, quanto custa, e se é opcional |
| Entrega dos arquivos | Se você recebe acesso e arquivos ao final |
| Forma de pagamento | Parcelas e o que acontece se o projeto parar |
Sinais de alerta
Pense duas vezes quando aparecer
- Promessa de primeira página no Google com prazo definido
- Orçamento fechado sem nenhuma pergunta sobre o seu negócio
- Recusa em colocar o domínio no seu nome
- Preço muito abaixo dos outros sem explicação do que sai do escopo
- Pressa para fechar hoje, com desconto que expira amanhã
- Nenhum exemplo de site no ar, só imagens de tela
Vale contratar alguém da minha cidade?
Não é obrigatório, e site se faz de qualquer lugar. Mas para negócio local existe uma vantagem concreta: quem trabalha na região conhece como as pessoas dali procuram, que bairros importam, quais são os concorrentes reais e como o cliente da cidade se comporta.
Em Jacareí e no Vale do Paraíba isso aparece em detalhes que parecem pequenos e não são: saber que muita gente busca com o nome do bairro junto, ou que a comparação de preço na região passa por grupos de indicação antes de chegar no Google.
O que não faz diferença é ter escritório para visitar. Boa parte das agências hoje trabalha online, incluindo a nossa, e o que muda o resultado é o processo, não o endereço.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre um site de dois mil e um de dez mil?
Normalmente escopo e continuidade. O mais barato costuma entregar um modelo pronto adaptado, sem estratégia de conteúdo, sem ligação com o perfil do Google e sem manutenção depois. O mais caro inclui diagnóstico, desenho aprovado antes da construção, textos escritos para o seu público e acompanhamento. Peça a lista dos dois e compare item por item, não valor por valor.
Posso pedir para ver o desenho antes de fechar?
Desenho completo é trabalho pago e nenhuma agência séria entrega de graça. Mas dá para pedir referências de sites que a pessoa fez e uma explicação de como ela pensaria a estrutura do seu. Isso já mostra se existe método ou se é modelo pronto.
E se eu já tiver site e quiser só melhorar?
Peça um diagnóstico antes do orçamento. Muitas vezes o site atual resolve com ajuste de conteúdo, velocidade e ligação com o Google, o que custa uma fração de refazer. Fornecedor que já chega propondo refazer tudo sem olhar o que existe está vendendo, não diagnosticando.
Preciso de site se meu negócio é em Jacareí e todo mundo me acha pelo Instagram?
Depende de como o seu cliente decide. Se ele te procura por indicação e fecha pelo direct, o site pode esperar. Se ele pesquisa no Google antes de escolher, e compara três nomes, aí o site é onde essa comparação acontece. Escrevemos sobre isso em detalhe no artigo sobre site ou Instagram.
Quer usar essas sete perguntas na gente também?
Pode usar, e a gente responde todas por escrito na proposta. Manda uma mensagem contando o que o seu negócio faz.
Falar com a Mind In Shift →